Atrasos em navios desafiam modelo “just-in-time”

As cadeias globais de suprimento vêm passando por mudanças relevantes nos últimos anos, influenciadas por fatores geopolíticos, operacionais e estruturais. Nesse contexto, o modelo logístico just-in-time  tem sido revisitado por empresas que buscam maior flexibilidade diante de novos desafios.

 

Um cenário em transformação

O transporte marítimo de contêineres sempre foi considerado uma solução confiável para o comércio internacional, com rotas fixas e cronogramas previsíveis. No entanto, a pandemia de covid-19 trouxe impactos duradouros que ainda se refletem na logística global. Em março de 2025, por exemplo, a taxa de pontualidade dos navios porta-contêineres ficou abaixo de 60%, segundo dados da Sea-Intelligence. Embora superior aos índices registrados nos anos mais críticos da pandemia, o número ainda está aquém dos padrões observados antes da crise sanitária.

Diversos fatores contribuem para esse cenário: congestionamentos em portos, escassez de mão de obra, greves ocasionais e desvios de rota, como os que ocorrem no Mar Vermelho, impactam o fluxo de mercadorias e exigem reavaliações logísticas por parte das empresas.

 

Just-in-time: ajustes e adaptações

Por muitos anos, o modelo just-in-time foi associado à otimização de recursos, redução de estoques e aumento da eficiência operacional. No entanto, a dependência de cronogramas logísticos precisos tem levado empresas a considerar ajustes nesse formato, incorporando medidas de resiliência, como a manutenção de estoques estratégicos e a antecipação de embarques.

A volatilidade de tarifas e prazos de entrega também tem motivado a diversificação de fornecedores e rotas, reduzindo riscos e aumentando a capacidade de resposta a eventuais interrupções.

 

Tendências para os próximos anos

O que se observa atualmente é uma movimentação gradual em direção a estratégias mais híbridas, que conciliam eficiência e previsibilidade com flexibilidade e mitigação de riscos. Questões estruturais, como a capacidade limitada de portos e da infraestrutura terrestre, também entram na equação, principalmente diante do crescimento no tamanho das embarcações.

Além disso, fatores externos,  como negociações comerciais, mudanças tarifárias e oscilações de demanda, continuam influenciando a dinâmica do comércio internacional, exigindo das empresas um acompanhamento contínuo e uma visão estratégica para tomada de decisão.

 

O cenário exige flexibilidade

Mais do que um cenário de ruptura, o momento atual representa uma oportunidade para evoluir práticas logísticas e alinhar expectativas às novas realidades do mercado. A gestão logística, cada vez mais estratégica, demanda não apenas eficiência, mas também capacidade de adaptação.

 

Como podemos ajudar

Acompanhamos de perto as transformações no cenário logístico global e ajudamos nossos clientes a repensar suas cadeias de suprimento com inteligência operacional. Seja por meio de análise preditiva ou da revisão de estratégias de transporte, oferecemos soluções que aliam eficiência e flexibilidade, porque sabemos que o novo normal da logística exige mais do que pontualidade: exige preparo. Fale conosco e descubra como podemos atender às suas necessidades logísticas com excelência!

 

 

Referência: Valor Econômico

 

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