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Análise de Mercado 

EUROPA

Observamos queda nos níveis de frete e em algumas origens específicas, existem melhores condições de free time.

No Reino Unido, mantemos a regularidade nas coletas e disponibilização de espaço e equipamento, com destaque para os portos do Norte (incluindo a Escócia), que ainda sofrem moderadamente com congestionamentos. O Lead Time médio varia de 1 a 2 semanas.

No entanto, para as cargas provenientes da França, permanecemos em alerta, pois os principais terminais e portos continuam com sua operação parcial, resultando em severos congestionamentos que afetam diretamente a entrega dos containers ou mesmo a retirada dos vazios. Isso acarreta custos adicionais, como armazenagem e manuseio de container, que são aplicados pelas cias marítimas, terminais e transportadoras. Como o Lead Time mínimo é de 2 semanas, sugerimos trabalhar com antecedência para demandas dessa origem, além de considerar a possibilidade de escoar as cargas através de países vizinhos (ao Norte, via Antuérpia, e ao Sul, via Genova).

A Alemanha também enfrentou recentes greves, mas com menor impacto em comparação com a França. A situação de coletas tem se normalizado após a Páscoa, entretanto, para regiões mais afastadas, um cenário realista é considerar um prazo de 2 a 3 semanas entre o booking e ETD.

Para os casos de coleta combinada (rail + truck), apesar da competitividade, o tempo de espera é um pouco maior devido ao grande fluxo de carga nas ferrovias.

Ao Sul, o cenário permanece estável, com coletas dentro da regularidade e disponibilidade de espaço, no entanto, há uma maior espera para retirada de equipamentos especiais.

 

ÁSIA

O mês de abril foi marcado por aumentos nos valores de fretes provenientes dos GRIs aplicados pelos armadores. Contudo, na segunda quinzena desse mês, vimos uma estabilidade nos valores dos fretes.

Havia ainda alguns rumores sobre mais um GRI para a semana 17, mas observando os novos desenvolvimentos do mercado e as atualizações dos armadores, o valor do frete, em grande parte, se manterá até o fim do mês.

Para evitar uma possível queda nos fretes os armadores já anunciaram 2 blanks sailings para a primeira semana de maio. Assim, podemos esperar uma nova alta dos valores na semana 19 ou 20.

 

AMÉRICA DO NORTE

Como vem sendo observado nos últimos meses a tendência dos valores de fretes no EUA tem sido de queda. Para o próximo mês de maio, a expectativa é de manutenção desses valores, já que o mercado atingiu valores bastante competitivos no primeiro trimestre. Os armadores Sealand e Hapag já confirmaram a repetição das tarifas para maio e a MSC sinalizou uma pequena redução nos valores, na tentativa de se aproximar dos demais competidores, equilibrando ainda mais o mercado.

O volume de cargas nos EUA como um todo, vem apesentando uma redução considerável, quando comparado aos meses anteriores. Especula-se que diante de preços tão agressivos do mercado asiático, os próprios importadores estejam buscando shippers desta região e reduzindo os pedidos de outras origens, impactando diretamente os Estados Unidos.

Em relação a disponibilidade de chassis, a escassez ainda é uma realidade em Long Beach/Los Angeles, New York e Philadelphia. Quanto aos equipamentos, observa-se uma grande variação entre os portos. Destaque para a quantidade limitada de equipamentos 20´ Dry em Atlanta, Detroit, Nashville e Columbus. Já a falta de equipamentos reefer pode ser observada em Seattle e Chicago. No entanto, a expectativa é de melhora no sentido da disponibilidade de chassis e vazios, devido a redução do volume de carga já comentado. A necessidade da antecedência na programação entre coleta da carga e ETD´s, de duas a três semanas, ainda é uma realidade a ser considerada.

No que diz respeito aos congestionamentos e disponibilidade de caminhões para o inland vem apresentando melhoras, se comparados com os meses anteriores. No entanto, para as principais rampas e portos, como Atlanta, Chicago e Miami, que concentram a maior parte do volume de saída de cargas dos EUA, vale lembrar da necessidade de antecedência na programação, prevendo os congestionamentos naturais pelo volume.

A capacidade de utilização dos navios está em torno de 70 a 60%, sem problemas de restrição de espaço, quando considerados os que partem do Golfo e da Costa Leste. Já a Costa Oeste, por apresentar uma menor oferta de armadores e menos rotas disponíveis, possui uma realidade diferente em relação a esta disponibilidade de espaço, além de estarem enfrentando crises trabalhista entre empregados e sindicatos, que tem gerado um atraso nas operações do complexo portuário no sul da Califórnia. Até o momento, não há previsão de blank sailings no mercado estadunidense.

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