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RETROSPECTIVA MARÇO

AMÉRICA DO NORTE

Durante o mês de março, houve uma intensa atividade na América do Norte no que se refere aos valores de frete. Alguns armadores mantiveram os preços enquanto outros apresentaram pequenas reduções.

A disponibilidade de contêineres especiais, como reefers, flat racks e open tops, estava limitada e houve um avanço lento na disponibilidade de contêineres vazios e chassis em mercados como Chicago, Atlanta, Los Angeles e Newark, onde ainda era comum a prática de chassis split¹ e rehook².

Houve uma redução no congestionamento dos portos de Norfolk, Baltimore e Houston, enquanto o porto de Savannah apresentou uma recuperação gradual. No entanto, os portos canadenses foram fortemente afetados pelo clima invernal, com congestionamentos significativos, especialmente no terminal de Vancouver. A ampla disponibilidade de espaço levou a cancelamentos de viagens nos serviços do Golfo do México e da Costa Leste.

Com relação aos transportes rodoviários, houve um aumento na oferta de coletas realizadas pelos armadores, mas a qualidade do serviço e o cumprimento de datas ainda eram questionáveis.

¹Esta taxa ocorre no caso de um motorista ter que fazer uma viagem adicional para alugar o chassis em um local diferente ao depot de coleta do vazio.
²Ocorre quando o caminhoneiro vai até o terminal para retirar o chassi e container, porém não há container disponível naquele terminal. O caminhoneiro se vê obrigado ou a voltar ao pátio ou ir até outro depot para buscar o container.

EUROPA

Na Europa, a França está atravessando um período de greves nacionais em protesto contra a reforma previdenciária do governo Emmanuel Macron, que incluía o aumento da idade para aposentadoria. Os setores afetados incluem transporte, educação e energia, com a autoridade de aviação civil da França pedindo às companhias aéreas para reduzirem seus voos regulares em 20% a 30% nos aeroportos de Paris. Os portos franceses estão congestionados, com tempo de espera médio em torno de uma semana em Le Havre e aproximadamente duas semanas entre a solicitação de reserva e o embarque real. Além disso, alguns manifestantes bloquearam ruas e estradas.

Na Finlândia, greves portuárias e rodoviárias foram realizadas, enquanto os trabalhadores exigiam aumentos salariais, o que impactou diretamente os principais portos responsáveis por 90% das exportações do país.

Houve relatos de atrasos nos portos do norte da Alemanha, com navios enfrentando atrasos de até três dias antes da partida. Ao sul do país, houve maiores dificuldades na retirada de contêineres vazios.

No Reino Unido, greves foram uma realidade no final de março, afetando várias categorias trabalhistas. Novas reivindicações estavam previstas para a segunda quinzena do mês no setor de transporte, o que poderia ter um impacto maior na cadeia logística. Embora as programações tenham sido afetadas por congestionamentos, a situação foi menos grave.

No sul da Europa, houve melhorias na coleta e disponibilidade de contêineres vazios e embarques efetivos. A maioria dos armadores, liderada pela MSC e seguida pela ZIM, levou cerca de um a dois dias para confirmar as reservas. Embora a Hapag Lloyd tenha sido relativamente mais competitiva em termos de tarifas, espera-se reajustes de combustível em algumas regiões.

ÁSIA

Com a economia global em queda na Ásia, as negociações internacionais sofreram significativas reduções, resultando em uma falta de demanda por carga no mercado asiático, o que não justificou os aumentos de frete no início de fevereiro. No entanto, no início de março, esperava-se uma mudança no mercado com uma estabilidade e ligeira queda nos fretes.

Com a normalização da oferta de espaço nos navios após os Blank Sailings implementados pelos armadores, houve maior facilidade em obter reservas. Os valores dos fretes foram revertidos e, como resultado, houve uma estabilização com uma tendência de queda.

Houve uma queda de 8% a 15% nos valores de frete com os principais armadores, e a utilização dos navios foi inferior a 80%. Na segunda semana de março, os valores dos fretes permaneceram estáveis, mas houve um aumento na demanda de importação marítima devido à movimentação do mercado.

Devido a essa movimentação, muitos armadores recusaram reservas, com disponibilidade de espaço a partir da semana 12. Espera-se um aumento nos valores dos fretes no futuro se a média do número de cargas continuar aumentando e a média de espaço diminuindo. A expectativa é de aumento nos fretes a partir do mês de abril.

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